3 Chinesinhas curiosas.
3 Chinesinhas timidas.
3 Chinesinhas a levitar.
3 Chinesinhas perdidas (em Angkor).
3 Chinesinhas de cocoras.
3 Chinesinhas a ser atacadas por uma arvore.
3 Chinesinhas a ir.
Proxima partida a 21 Novembro 2009Dois vulcoes formam esta ilha tropical plantada no meio do enorme lago Nicaragua. Instalamo-nos na Hacienda Merida, uma antiga fazenda cafeteira do ditador Somoza, transformado recentemente num Hostel exemplar: para além de um pontao virado para um esplendoroso por do sol, ainda promove accoes como aulas ingles e internet gratuita para as criancas locais.
Como descrever esta ilhal? Cascatas naturais, verde a rebentar pelas costuras, macacos, borboletas, aves, porcos, cavalos, galinhas e grupos de miudos que vao aparecendo dispersos pelas ruas de terra batida. Mergulhos nas aguas mornas do lago ao fim de dia, fofocas de alpedre em alpendre pela noite.
Aqui nao se danca salsa. A musica é rancheira, tem uivos agudos, usa bigode ralo, e ouve-se a balancear a rede.
Depois de atravessar tres paises este é, sem duvida, o final perfeito para retemperar forcas antes do regresso a Portugal.
Tanto que na viagem que se segue ficaremos aqui mais um dia. Tanto que ja ca estou ha um mes num improvisado escritorio tropical.
E claro que com este frenetico balancear na rede, e estudo "aprofundado" no terreno, já tenho algumas surpresas na manga para a proxima Descoberta da America Central. Em breve sai o roteiro actualizado já para o fim de ano, com direito a festa no lago Atitlan e outras novidades.
Asta!
Tornear Tegucigalpa foi tao inovador, que ate deu para o nosso conductor ter o seu momento de improviso. Em vez de seguir pela Panamericana decidiu fazer uma diagonal, com a ajuda de um Lonely Planet em ingles que nao entendia, e da sua mulher, o co-piloto que o ia folheando com pasmaceira de revista cor-de-rosa.
Quem se mete em atalhos na America Latina, mete-se em trabalhos, dos pesados. Neste caso uma interminavel e esburacada estrada de terra batida. Num passo de magia as 10 horas de viagem ate Leon passaram para 18... apenas ate a fronteira da Nicaragua.
Bem vindos a America Central! – gracejou o guia Nomad.
Entretanto a noite ja tinha chegado e aconselharam-nos a dormir algures perto da fronteira por seguranca...
Comecou entao uma investigacao fora de horas para arranjar dormida mas um guarda na fronteira aliviou-me:
- Ha um hotel muito bom em poucos quilometros!
- E tem casa de banho privativa?
- Claro que tem! Tem tudo: casa de banho privativa, ar condicionado e televisao! Chama-se o “Paco Real”.
- Comecei a contar o molho de notas da bolsinha do dinheiro. Tinha de repente que cobrir os custos de uma noite num pomposo e bem equipado “Paco Real”, aparentemente sem multibancos por perto.
Mas existe alguma hipotese de um requintado hotel se instalar numa fronteira na America Central? Claro que nao. A viagem de 18 horas aos solavancos soltou me este pensamento empoeirado e o Paco Real era obviamente bastante plebeu: o ar condicionado movia-se com helices da segunda guerra, a televisao chuviscava dois canais locais e a casa de banho ficara-se pelo cimento.
Foi uma noite “made in America Central”.
Tudo se recompos no dia seguinte com um tonificante mergulho no pacifico, um pulo numa super animada Leon com o dia da independencia, e ainda fomos dormir a Granada onde retomamos o ritmo "normal" com um passeio ao Vulcao Masaya.
Bem vindos a America Central!
Mergulho no Pacifico
Leon: ala esquerda da Nicaragua, e estao la os murais para o provar.
Passeio ao Vulcao Masaya
Uns dias antes de Zelaya voltar clandestino para a embaixada do Brasil, andavam os Tugatrekers na garupa dos seus cavalos hondurenhos, e so nao tinham um chapeu rancheiro porque os baratinhos eram de plastico, foleiros e Made in China.
Visitamos as Ruinas de Copan, andamos a cavalo, mas mais importante que tudo, demos uma tareia as Honduras, num jogo de futebol...
Se eles tinham pulmao e cabedal, nos tinhamos tres homens esfalfados na pressao alta, e dois trunfos na manga - a Ana, uma Barbie com raca de Paulinho Santos, que fez arrepiantes entradas a pes juntos, e a estrela da equipa - a Catarina, mais conhecida como o “Liedson do Porto”, que como o Levezinho marcou golos de levantar qualquer estadio de futebol.
O resultado final: uns estrondosos 6-2.
E entretanto, como os Tugatrekkers não se metem em politicas e tivemos que tornear Tegucigalpa.
Resultado: atravessamos o El Salvador, demos um mergulho no Pacifico e ainda deu tempo para dar um “pulinho” a Leon.
Há males que vem por bem e este desvio veio para ficar! A rota da "Descoberta da America Central" passa a incluir estes destinos.
E por isso...
Gracias Zelaya!




O noite passada em casa de Dom Pedro nao cabe dentro de uma serie de fotografias.
Foi o ultimo dia de trekking, e para alem do esforco da caminhada ainda tivemos brinde: chuvada tropical, das fortes.
Chegar a casa desta familia aqueceu-nos a todos: por fora, com o lume da fogueira em alta, por dentro com aquela dose simples e certeira de hospitalidade, que sai apenas a quem o faz com o coracao aberto.
Os tugatrekers la se fecharam num circulo, entre pilhas de meias e tenis ensopados.
O serao foi passado com Dom Pedro, a sua guitarra e biblia. Depois de saudar a Nossa Senhora de Fatima cantou-nos o “A treze de Maio”, e ainda outras musicas tradicionais. Mais tarde, os filhos saltaram dos colos das tugatrekkers, vestiram trajes tradicionais, o Dom Pedro sacou do acordeao e comecou a actuacao da noite!
E assim foi nascendo mais uma expressao desta viagem:
Momentos Nomad...
Há pois e!