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31/01/10

América Central: entrada e novidades 2010



A segunda descoberta da América Central fez-nos entrar em 2010 com o pé direito, e olhos tortos, de tanto fogo de artifício à solta em Antigua. Soltámos uns “bruás” de espanto e outros de assombro ao ver crianças guatemaltecas a agarrar a chupeta com uma mão e disparar um punhado de foguetes com a outra! Ninguém se aleijou e a ASAE não apareceu.
A nova década trouxe três grandes novidades para esta viagem, todas para repetir: Subida ao Vulcão Pacaya (Guatemala), Visita a Perquin (a Capital de Guerrilheira do El Salvador), e Acção Social na Nicarágua com a construção de uma mesa na Escola de Mérida. Fica aqui a primeira novidade...



Subida ao Pacaya – Discovery Channel versão centro-americana

Já todos vimos a cena: dois cientistas vulcanólogos dentro de fatos espaciais, os melhores entre os melhores, aproximam-se pé ante pé para a cratera, em mais missão de alto risco. Levam tuperwares em fibra de carbono e recolhem amostras da lava ardente.
Na subida ao vulcão Pacaya franzimos a testa, espetamos um pau e assamos uma banana. Uma torrente infinita de lava escorre aos nossos pés, numa visão impressionante, vinda directamente das entranhas da terra. À nossa volta lava recente compõem a paisagem com as suas formas bizarras. Imperdível.


Banana Faci


Luis o grelhador de serviço a tirar mais uma dose de mushmellows.









Luisa, a viajante mais "batida" do grupo, com os seus super bastões

Luis e Margarida com bastões pau de marmeleiro versão Guatemalteca, que nos acompanharam até à Nicarágua.

22/09/09

Um postal da America Central


(Carlos)

Passou um furacao na America Central, e esse furacao chama-se TugaTrekkers!

Como explicar 18 intensos dias num post? Ou em varios? Concordo com os comentarios dos meus companheiros de viagem - ainda e dificil explicar esta aventura por palavras, parece que so agora a experiencia comeca a deslizar para o sistema digestivo.

Ficam algumas fotos, a que chamamos “Um postal da America Central“, e foi escolhida por cada viajante (faltam duas!)


(Catarina)


(Sandra)


(Herminia)


(Ana)

(Joao)


(Luis)





16/09/09

Novidades

Nao estamos a poupar nas fotografias, mas a lentidao da internet nao tem dado para mais.
E os dias tem sido ocupados... tanto que para "fugir" de uma Tegucigalpa pouco desejada pela situacao politica nas Honduras, acabamos por atravessar mais um pais - El Salvador , dormir de improviso perto da fronteira e ainda dar um mergulho no Pacifico!
Depois faco o relato com fotos, ate porque em meia hora seguimos para um ferry rumo a Ometepe, a ilha do maior lago da America Central.
Asta luego
As fotos em baixo sao do Lago Atitlan na Guatemala








12/09/09

Antigua o primeiro contacto



A Guatemala ja ficou para tras e o tempo parece voar...
Ficam as memorias e fotografias!



Primeiro brinde na primeira noite, com uma Gallo na Praca Central de Antigua



Vista de Antigua


Catarina bem acompanhada no Cerro de la Crus em Antigua


Mais novidades amanha que a net vai fechar e tem a velocidade de um Tuk Tuk!

Fotos by Carlos Ana e Luis

11/09/09

Primeiros passos na America Central

Os primeiros passos na America Central sao de salsa!

Ainda pedimos um corridinho mas o nosso professor, tambem conhecido por Karate Kid pelo lenco no cabelo, nao tinha...

No news good news, e temos andado longe dos cybers, mas prometemos noticias frescas das aventuras deste lado do mundo em breve...ate porque hoje e sexta, estamos em Copan, e temos de practicar estes graciosos movimentos de anca!

Asta



02/09/09

Boa viagem!



Há trabalhos do melhor.
Um deles é recordar o lago de Atitlan, para procurar um bom sítio para dormir. Assim que me enfiei na lancha, a pacata Antigua pareceu transformar-se numa mega cidade.
E valeu a pena - vamos ficar numa guest house muito sui generis, toda ecológica, feita com materiais reciclaveis e vista para o lago.

E para quem está de partida
Boa viagem, asta mañana!



30/08/09

Ainda a procissao vai no adro...



Antigua esta a crescer.
Quantos mais dias aqui passo mais cantos, recantos, barraquinhas de comidas, outra igreja, uma ruina nova, uma nova cor na parede. Hoje ainda pior - 5 horas atras da Virgem, mais umas quantas ruas debaixo dos pes. Ficam aqui as fotos.
Esta procissao ja acabou, com foguetes e tudo, mas a nossa ainda vai no Adro...

Faltam 4 dias!


















27/08/09

O novo Continente!




Antigua esta como sempre- multicolor, animada, coquette e "foggy".

Mas hà novidades! Ja nao permitem barraquinhas de comida no parque central, ha cafe expresso por todo o lado e a "menina do mercado central" (que falei num post mais antigo) ja esta a espera do segundo filho!

Envio as primeiras fotos, ainda tiradas por um par de olhos esbugalhados, de quem ainda està a aterrar...

Num novo continente!

(nota - a acentuacao esta adaptada a um teclado espanhol!)



A primeira refeicao - Sandes de pollo com guacamole, e uma Gallo fresquinha



Entrada sorridente do meu hostel



Quando largar este computador, saio por esta vista :) Estou numa biblioteca dum instituto espanhol, com internet à borla claro esta.



Devia existir a cor "amarelo-antigua", quem vier ca vai perceber bem porque



Esta miuda linda impigiu-me um pulseira em 3 segundos, por 5 quetzales. Passada uma hora veio outra, a impingir-me 3 pulseiras pelo mesmo preco :)

17/08/09

Última vaga!

Já só há uma vaga para a América Central! Eu parto já para a semana, o grupo é no dia 03 de Setembro.

É pegar ou largar! :)

Asta pronto

06/08/09

A mochila ideal


Está quase! Já faltam poucas semanas para arrancar e começo a olhar para a minha mochila olhos de sentimental...

Uma pergunta bastante frequente é "quantos litros é que ela tem?"

Não faço a menor ideia..., nunca o soube, mas coloquei na fotografia uma garrafita de água do Luso - de litro e meio - para termo de comparação :)


A minha medida ideal aprendi na Índia (há 11 anos, na minha primeira viagem fora do mundo Ocidental) com um inglês que seguia airoso com uma mochilita de escola num autocarro, enquanto eu, para além de ter que estar sempre alerta nas paragens a ver se a minha não era surripiada do tejadilho, trazia os ombros com marcas vermelhas das alças duma enorme mochila militar, que comprei na feira da ladra, e enchi com quilos de inutilidades.

A inveja foi tanta que tomei uma decisão: sempre que possível viajo com uma mochila que me caiba entre os pés, debaixo do assento de um autocarro.


E só há uma maneira de o fazer: comprar primeiro a mochila, e enchê-la depois!


Existe uma medida ideal? Claro que não, cada um tem a sua medida, cada viagem também.


Dentro da minha nunca falta:


- Kitt médico - com repelente

- Saco cama às florzinhas dos anos setenta, herdado do meu pai, usado em todas as minhas viagem de mochila, e ainda com o zipo original!

- Bolsinha “Money belt”– para guardar o garante em viagem – multibanco e passaporte

- Necessaire com cabide para pendurar


- Roupa – pensada para a cada semana fazer uma lavandaria.


- Chinelos para os duches


- Long sleeve se possível berrante – para mosquitos ao fim do dia


- E depois levo uma bolsa tiracolo para as coisas do dia-a-dia – guias, máquina fotográfica, água etc


Será que vai caber tudo?

by Carlos


05/08/09

Fico aqui, obrigado!

história enviada pelo André Parente*

O dono da agência de viagens Ruta Maya dá-me uma má noticia. Sim, a van para as praias de El Salvador vai sair, mas um grupo de estrangeiras alugou-a em exclusivo.

- Cabe mais gente, mas elas não querem. Pagaram os 12 lugares!

A Ruta Maya é a única agência (que eu tenha descoberto) que faz um shutlle, uma vez por semana, entre Antigua Guatemala e as praias de La Libertad, em El Salvador, precisamente o trajecto eu quero fazer. A alternativa é ir até Guatemala City, apanhar um autocarro para San Salvador e daí um transporte para as praias, o que é mais cansativo, demora mais tempo e, seguramente, é mais perigoso.

Insisto. Pergunto-lhe se não pode chamar as raparigas à agência para tentar convencê-las a levarem-me. “Afinal sou simpático e bem parecido, pode-lhes agradar a companhia”. Rimo-nos, mas eu por dentro estou furioso. No último minuto, ele lembra-se de outra hipótese. Há um “chavo” salvadorenho que, às vezes, também faz este percurso mas não tem o contacto dele.

- Espera! Uma das miúdas está alojada na casa onde ele mora. Aqui está o endereço, pergunta pelo Martin.

“2ª Avenida Sur, 34”. Lá fui eu. Encontro o Martin mal entro no pequeno jardim que dá acesso à casa. Está sentado numa mesa, aparentemente a trabalhar, com um rapaz mais novo, loiro de olhos azuis. Venho depois a saber que Lars é sueco e está na Guatemala a montar com Martin uma agência de viagens focada em intercâmbios de estudantes entre os dois países. Mais tarde hei-de acompanhá-los à gráfica para ir buscar os recém-criados cartões de visita.

Na verdade, já estavam à minha espera, pois alguém tinha avisado que eu iria aparecer. E, pelos vistos, venho mesmo a calhar pois só há mais quatro pessoas para fazer a viagem, mesmo à justa para fazer o break-even do negócio.

- Estava a rezar para que aparecesse mais alguém! – diz-me enquanto me mostra no computador algumas fotos de ondas salvadorenhas.

Eu sou a salvação do Martin, ele é a minha. E isso é suficiente para se criar uma boa relação. Acertamos todos os detalhes da viagem e a forma de pagamento. Como extra, ainda recebo algumas dicas e contactos de hotéis, taxistas e empresas de autocarros que viajam para a Nicarágua e Costa Rica, os meus próximos destinos.

Saímos bem cedo, às 5:00 da manhã. Na van, além de mim e do condutor, vão dois australianos, uma americana e uma irlandesa. Eu viajo no lugar da frente, ao lado do condutor, o mais cómodo e o melhor para apreciar a paisagem que é fantástica. A viagem e a passagem da fronteira são muito tranquilas, sem qualquer sobressalto nem demora.

Quando começamos a percorrer a estrada costeira de El Salvador começo a “ficar em pulgas”. Os points de direita sucedem-se uns atrás dos outros e consigo facilmente identificar km59 e km61, duas ondas que habitam no meu imaginário há algum tempo. Que esperar de um país cujo nome das ondas é apenas o número do quilómetro de estrada onde se localizam?

O nosso condutor não sabe muito bem onde me deve deixar. Eu muito menos. Tenho apenas as indicações do Martin e uma dica dada à pressa pelo Cadilhe, por email: “Tenta ficar em Zunzal, alguns kms depois de La Libertad, muito mais consistente e bom ambiente, muitos hotéis para surfistas e mais seguro. Só se o mar subir é que vale a pena ir surfar a Libertad.”

Perguntamos. Indicam-nos um pequeno caminho de terra e pedras que parece não ir dar a lado nenhum. Mais vai. Vejo casas pintadas com ondas, um restaurante e letreiros a dizer “surf accommodation” e “rooms for rent”. E, mesmo à minha frente, um pico de direita a rolar perfeito desde muito lá de fora.

- Fico aqui, obrigado!

*mais histórias do André e outras novidades sobre viagens em www.tempodeviajar.com

25/07/09

“A arte de viajar”


Como se pode estar nas instalações dos Bombeiros de Leça do Balio a bater um pezinho de salsa e a sentir realmente o calor húmido da tropical Antigua?

Podem respirar de alívio – não vou pôr o cachimbo na boca e fazer uma dissertação sobre “a arte de viajar” mas apenas socorrer-me do livro com este título de Alain de Botton (e que recomendo vivamente) para me explicar:

No primeiro capítulo ele relata-nos a "viagem" que fez desde uma brochura límpida que viu das Bahamas, ainda no seu apartamento cinzento em Inglaterra até as Bahamas reais em que aterrou. Chamava-lhe – “Viajar por antecipação”.

Ontem foi o dia “oficial” em que a Nomad me enviou o Bilhete de Avião e é incrível como este bocado de papel cheio de informações desinteressantes, me despoletou um repuxo de sensações... senti-me lá!

A isto chama-se “viajar por antecipação”, um exercício que nasce e morre dentro da nossa cabeça, é gratuito, completamente diferente do que realmente acontece, bem real de emoções e para ser sorvida com um copo de água fresca em dia de calor :)

Ainda faltam cincos semanas para a partida, mas para mim, a viagem já começou.


E ainda há vagas para quem queira apanhar o avião para o lado de lá do Atlântico!

Asta la vista!

17/07/09

Ser livre na Guatemala

by André Parente*

- Senti-me como se estivesse no Apocalipse Now, naquela cena em que eles vão de lancha a descer o rio – dizia-me o Jorge, durante um almoço na praia de Matosinhos, poucos dias antes da minha partida.

Estas palavras e a expressão de serenidade com que as disse, foram suficientes, como um fotografia ou uma boa história poderiam ter sido, para eu colocar um pin mental no meu mapa da viagem. Rio Dulce, Guatemala.

Descubro, já depois de estar na Guatemala, que Rio Dulce fica a meio do caminho entre onde eu estou e para onde quero ir. Efectivamente, para ir da zona de Petén, onde fica Tikal e El Remate, para as cidades de Guatemala e Antigua tem que, inevitavelmente, passar-se por lá.

Recordo-me das palavras do Jorge. E da sua expressão. O meu cronograma inicial, feito numa folha de Excel, previa uma passagem breve pela Guatemala, apenas os dias necessários para visitar Tikal e conhecer Antigua. Mas sinto que por aqui há mais coisas para viver e aprender e, por isso, decido parar em Rio Dulce. Ou teria já decidido antes de partir, durante aquele almoço na minha querida praia de Matosinhos?

Em Rio Dulce vive-se “no”, “do” e “para” o rio. As deslocações são feitas de barco, as casas e hotéis estão montados sobre estacas e a comunidade comunica entre si por rádio amador. Há várias marinas que recebem navegadores e as suas histórias de viagens e aventuras fascinam-me.

Não há muito para fazer por aqui, além de meia dúzia de tours organizados que não me apetece fazer e a visita ao castelo de San Filipe. Dou mergulhos e tomo banhos no rio; espalmo-me numa das cadeiras da pequena plataforma que o hotel tem amarrada por uma corda ao embarcadouro. No Algarve costumava haver destas plataformas. Eram amarelas e eu costumava nadar até lá e voltar.

Decido que quero alugar um pequeno barco para descer rio acima. Ou abaixo, não sei. Quero ir sozinho, sem “guia” condutor. Ninguém me aluga, claro! Não tenho carta de marinheiro e nem há turistas a pedir tal coisa, logo não há oferta. A coisa mais parecida que consigo e que me permite ir sozinho é um jet ski. É caro e está um bocado fora do contexto mas, por essa altura, já estou completamente obstinado e nada nem ninguém me conseguirá segurar, nem mesmo eu próprio. Ás vezes, quanto cismo com uma coisa, sou assim. Uma vez, vejam bem, há pouco mais de três anos, cismei que até completar trinta e cinco anos faria uma viagem à volta do mundo. Tenho trinta e três.

Negoceio o tempo e o respectivo valor e… “dá-lhe giz!”. Depois de fazer a curva do castillo, entro no gigantesco lago Izabal e o rio inquieto transforma-se numa imensa auto-estrada líquida, de piso liso e cristalino. Cai numa fina cortina de nevoeiro, que me dá a sensação de entrar em alto mar, no desconhecido. Não ouço o barulho do motor e o jet ski parece apenas planar sobre aquela superfície espelhada. Sinto o vento a bater-me na cara. Sou livre.

*o André é do Porto e é outro maluco que, como nós, tem alguma dificuldade em ficar muito tempo no mesmo lugar. Entre voltas ao mundo e outras aventuras, é o autor do www.tempodeviajar.com .

15/06/09

A “menina” do Mercado Central

Almoçar barato na América Latina significa procurar o mercado central. Para além de uma refeição por dois tostões ainda levamos de bónus todo um colorido folclore. Come-se bem? Não é bem uma experiência gourmet, mas muito mais do que isso...

No mercado de Antigua a caça ao freguês é feroz. Mulheres com os dentes debruados a ouro acenam-nos, gritam boas razões para comermos na sua banca e abrem as tampas tentando seduzir-nos com vapores condimentados. Assim nos aconteceu e lá íamos percorrendo as bancas tentando encontrar um motivo que distinguisse uma de outra, até que vimos uma miúda a fixar-nos com um largo sorriso, enfiada num vestido de gala, roxo e aveludado, que lhe escorria insinuante até aos pés. Pestanejou-nos carregada de rímel e lá fomos maquinalmente para o seu “comedoro”. A miúda – a Gabi - era o isco e a sua família, o anzol. Mãe, tias, irmãos e avó fizeram daquele almoço uma festa e lá acabámos todos os dias numa doce rotina, ao longo das duas semanas que pastelámos na cidade.

Descrever Antigua, com as suas ruas imaculadamente limpas, fachadas pintadas dum amarelo forte, e a sua cuidada praça central é lembrar-me da Gabi a receber-nos no comedouro, sorridente, simples e carregada de rímel. Mas descrever tudo o que lá vivi é lembrar-me da sua família - porque no fim, quase a senti como minha.

Ps – num desses dias a Gabi convenceu-nos a ir fotografá-la a um concurso de beleza de bairro – uma obsessão das mulheres latinas – e fez questão no final de tirar esta fotografia, lançando as pétalas da passerelle sobre si própria :)

02/06/09

A MENINA DANÇA?

Nunca na vida me imaginei a ouvir extasiado bolero e salsas, com as suas recorrentes histórias de amores impossíveis e catadupas de traição, vozes agudas, e timbre exagerado. Foi preciso ouvir “in loco” para lhe sentir a palpitar e esquecer o lado kitsch de bigode latino e chapéu de ganadero. E não temos hipótese - há sempre um rádio algures a habituar-nos o ouvido.

Quando disse a uma amiga que a primeira actividade da viagem à América Central ia ser uma lição de salsa, em Antigua, ela torceu o nariz - imaginou-se num programa da Catarina Furtado com roupas justas, decote até ao umbigo, sorriso cintilante, em danças afectadas por excesso de ademanes, maquilhagem e suor.



Na América Latina não existe o conceito de danças de salão. Para dançar não é preciso um chão envernizado de tacos, muito menos um salão – dança-se nas discotecas, no boteco, no terraço da avó, na traseira dum carro com a mala aberta. Basta música e, claro, um par. É para isso que se trabalha toda a semana. E mesmo com o pé duro europeu nunca se é constrangido na pista, todos nos querem ensinar e no máximo, gozam-nos com humor.

(estou neste momento com uma camisa de cetim a abanar a anca)

A menina, dança?